domingo, 6 de novembro de 2011

ENTREVISTA DE LEONOR POEIRAS À REVISTA VIDAS

   
Separada de Miguel Braga, a apresentadora vive com optimismo. Concilia a apresentação da "Casa dos Segredos" com "Dá Cá Mais 5" e está radiante. "Quem corre por gosto não cansa", diz. 

Vidas - Estreou na semana passada o programa "Dá Cá Mais 5", na TVI. Como está a correr?
LP - Muito bem. Foi o fechar de um ciclo ("O Agora é que Conta", e o começo de uma época nova. Estou bastante satisfeita e é um registo onde me sinto perfeitamente à vontade. 

Vidas - Através dos jogos, os concorrentes ganham dinheiro. É um aspecto importante do programa dadas as circunstâncias financeiras do País? 
LP - É muito importante. Continuamos com os prémios para os concorrentes e as pessoas em casa também ganham dinheiro com jogos de palavras.

Vidas - A maioria dos concorrentes vai com uma motivação financeira? 
LP - Vão pela diversão, mas sem dúvida que tenho tido concorrentes que não estava à espera, como quadros médios de empresas que ficaram sem trabalho e recorrem ao programa para conseguir ganhar algum dinheiro.

Vidas - Qual é a sua opinião sobre o nível de cultura geral dos concorrentes? 
LP - Todos respondem, mas obviamente que há algumas falhas. 

Vidas - A Leonor também tenta acertar? 
LP - Sempre. Vejo o alinhamento na véspera e gosto muito de tapar as respostas e saber se sei responder. Gosto de perceber se também estou ao nível. 

Vidas - Acha que dentro do leque de apresentadores da TVI, era a pessoa indicada para o programa?
LP - Confesso que sim. Estou completamente dentro do ritmo e da dinâmica deste tipo de programas e sei exactamente qual é o público que me está a ver. Acho que foi uma boa escolha. E como sou tão respeitada na TVI, claro que é uma lisonja mais uma vez dar a cara por um programa da tarde. 

Vidas - É difícil conciliar a "Casa dos Segredos" com o novo programa? 
LP - Não. Costuma-se dizer que quem corre por gosto não cansa e é mesmo assim. Tenho um programa que começa às 17h30 e outro que vai para o ar às 21h30. É um horário diferente de trabalho, mas em vez de entrar de manhãzinha e sair às 17h00, entro depois do almoço e saio depois do jantar, portanto, não tem sido difícil conciliar. É um prazer poder dar a cara por dois programas diários. Sou muito honesta quando digo que acordo feliz porque vou trabalhar. Até vou mais cedo.

Vidas - O que acha desta edição da "Casa dos Segredos"? 
LP - Acho que está a correr muito bem. O casting está muito bem feito. Dá-nos muitas peripécias. É um grupo forte, na medida em que apesar de terem uma faixa etária semelhante, há ali personalidades bastante distintas e isso dá conteúdos muito bons para o programa.

Vidas - Mas há quem critique o casting... 
LP - O casting tinha de ser bastante diferente da primeira edição e acho que foram no caminho certo. Isto também não é suposto ser um programa didáctico. É suposto que as pessoas que estão em casa se riam e se divirtam. Há momentos em que ficamos de boca aberta porque há coisas básicas que não sabem, mas eu acho que isso serve para mostrar que as pessoas são assim. Temos de respeitar se uma pessoa decide desligar-se da parte académica ou intelectual e se dedica ao culto do corpo. 

Vidas - Mas não a choca a falta de conhecimento de alguns concorrentes em relação a assuntos básicos? 
LP - Claro. No caso da Cátia fiquei um pouco alarmada, porque tem o 12º ano. Ela, assumidamente, não sabe e não quer saber. Então de Geografia não sabe nada. Ela chegou a dizer que adorava conhecer a Península Ibérica. É um programa de entretenimento, não é para deixar o público chocado. É o que existe.

Vidas - Acha que essa imagem de ignorância que a Cátia está a passar irá prejudicá-la cá fora? 
LP - Honestamente, não estou a pensar no futuro profissional da Cátia. Não penso nos concorrentes assim. Ela é uma boa concorrente porque se destaca e é isso que se pretende neste jogo também.

Vidas - Estava à espera que acontecessem cenas de sexo tão rapidamente?
LP - Não foi tão depressa quanto isso. Já passou mais de um mês e lá dentro é muito. Confesso que foi uma surpresa ter sido entre a Cátia e o Carlos. Em relação à Susana e ao Marco já estava à espera. É uma relação muito engraçada, de amor-ódio.

Vidas - Fica impressionada por terem cedido? 
LP - Já estava à espera. Estamos a falar de pessoas com 20 anos, que entraram logo ali a dizer o que é que querem, o que aguentam ou não.

Vidas - Recentemente, uma psicóloga enviou uma queixa para a APAV, acusando o Marco de violência doméstica. Como vê a relação deles? 
LP - Não estou a par desse assunto. Costuma dizer-se que entre marido e mulher não se mete a colher, mas eu acho que a Susana é uma mulher muito forte e não me parece que deixe que lhe pisem os pés. Ela impõe-se muitas vezes.

Vidas - Quer apontar alguns nomes para a final? 
LP - Não quero influenciar o público, mas acho que há ali dois concorrentes que se destacam bastante: a Fanny e o Marco. São muito determinados e têm uma personalidade completamente diferente de todos os outros. 

Vidas - Quais são os seus favoritos? 
LP - Não posso dizer.

Vidas - Nunca escondeu que é muito próxima de Júlia Pinheiro. Como está a ver a prestação de Teresa Guilherme?
LP - Está óptima, sempre a picar os concorrentes. É muito diferente. Mas eu não trabalho directamente com ela, nem sequer nos cruzamos.

Vidas - Era capaz de participar?
LP - Não. Confesso que não. Jamais me exporia daquela maneira, mas não condeno minimamente quem o faz. Sou muito descontraída, mas prezo muito toda a parte privada da minha vida. O público não tem de saber exactamente tudo sobre mim. Como é que eu acordo, se acordo maldisposta...

Vidas - Depois dos rumores de que estaria divorciada, mudou de atitude e já não fala da sua vida privada. Porquê? 
LP - Acho que fui desrespeitada e a partir de agora pouco ou nada vou abrir sobre a minha vida privada. Sempre estive muito disponível e percebo que o público queira saber sempre mais sobre as pessoas que vê em casa todos os dias, mas há coisas só minhas. Não me sinto na obrigação de dizer. O público que me segue conhece-me e eu nos programas mostro coisas sobre mim.

Vidas - E não quer esclarecer se está divorciada ou não?
LP - Não, não quero mesmo falar sobre esse assunto.

Vidas - Com dois projectos em mãos, como gere o tempo com o seu filho, António? 
LP - Ao jantar não estou perto dele. Mas eu e o António temos uma relação muito próxima e fazemos imensas coisas juntos. Acordar de manhã é uma festa, brincamos, rimos. Encaro isto como um projecto profissional, não é para o resto da vida.

Vidas - Ele cobra a ausência da mãe? 
LP - Não, ele sabe desde o ano passado o que é a "Casa dos Segredos".

Vidas - Como é que ele está?
LP - Continua a descobrir. Todos os dias prova alguma coisa pela primeira vez ou vê alguma coisa. É uma criança curiosa e faz imensas perguntas.

Vidas - Pede para vê-la na televisão?
LP - Não. Nunca pede. Quer ver desenhos animados.

Vidas - Apesar de só ter quatro anos, já revê nele características suas? 
LP - Ele é bastante sociável e extrovertido. Como eu...

Vidas - Também era assim com a idade dele? 
LP - Sempre fui muito assim, é verdade. 

Vidas - A Leonor tem quatro irmãos. É bom viver numa família numerosa? 
LP - É fantástico. Há muitas coisas que se aprendem e que têm uma enorme influência naquilo que somos quando crescemos.

Vidas - É a mais nova. Significa ser a mais mimada? 
LP - Mais ou menos. Era mimada pelos pais, mas em relação aos irmãos não, tanto brincávamos como andávamos aos empurrões. Sempre fomos muito felizes. A minha família é muito barulhenta no bom sentido, cheia de amigos. Havia sempre mais um para jantar.

Vidas - O António não pede um irmão? 
LP - Isso são conversas que ele tem comigo e não vou expor.

Vidas - Qual é a sua principal virtude? 
LP - Acho que o facto de ser descontraída é bom. Vejo sempre o lado bom, mesmo nas situações más. Não sou nada fatalista nem pessimista.

Vidas - E defeitos? 
LP - Sou um bocadinho obstinada.

Vidas - Tem muitas preocupações com a imagem?
LP - As maiores preocupações prendem-se com o meu lado profissional, mas claro que sou vaidosa q.b. Gosto de me sentir bem, independentemente dos outros gostarem ou não. Há opções que eu tomo de visual que há muita gente que pode não gostar. Isso é-me indiferente.

Vidas - Está mais magra. Deve-se ao excesso de trabalho? 
LP - Eu sou daquelas típicas portuguesas que demorou um bocadinho a voltar à forma depois de o bebé nascer. Eu só recuperei há pouco tempo, mas não fiquei preocupada. Fui paciente.

Vidas - Sente-se bem com o seu corpo agora? 
LP - Muito bem e saudável.

Vidas - É feliz? 
LP - Sim, muito. 

INTIMIDADES

Vidas - Quem convidaria para um jantar a dois? 
LP - Clarice Lispector, é uma mulher muito livre, que deixou os seus pensamentos escritos, mas gostava de escrutiná-la mais.

Vidas - Quem é, para si, o homem mais sexy do Mundo? 
LP - Vincent Cassel, o marido de Mónica Bellucci.

Vidas - O que não suporta no sexo oposto?
LP - Não suporto machismo, homens que pensam que o lugar das mulheres é na cozinha.

Vidas - Qual é o seu maior vício?
LP - Falar muito. É mesmo um vício. 

Vidas - Qual foi o último livro que leu? 
LP - Um livro de pensamentos de Clarice Lispector. 

Vidas - O filme da sua vida? 
LP - Tenho vários mas há um que gosto particularmente porque tem uma banda sonora muito boa e volto lá sempre que preciso de me acalmar, o "Deep Blue". É sobre o mar.

Vidas - Cidade preferida? 
LP - Tirando Lisboa, que é a minha cidade favorita, escolho Buenos Aires (Argentina). Tive o privilégio de lá viver durante três meses em trabalho, quando estive a fazer o "Fear Factor". Deixei lá amigos, já voltei várias vezes e era perfeitamente capaz de lá viver.

Vidas - Um desejo?
LP - Que o meu filho seja uma pessoa transversal.

Vidas - A minha vida é... 
LP - Muito dinâmica, preenchida e feliz.

fonte: Vidas (Correio da Manhã)

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