quinta-feira, 25 de abril de 2013

CARA DO MÊS - JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS


CARA DO MÊS DE MARÇO DE 2013 - JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS

Foram mais seis as personalidades que estiveram a votação, tendo os nossos visitantes, com 77% dos votos, eleito o jornalista da RTP, José Rodrigues dos Santos como CARA DO MÊS de Março.
  
  
José António Afonso Rodrigues dos Santos, nasceu a 01 de Abril de 1964, na província de Sofala, Cidade da Beira, Moçambique (antiga colónia do Império Português). Filho de José da Paz Brandão Rodrigues dos Santos (natural de Penafiel, médico) e de Maria Manuela de Campos Afonso Matos, José Rodrigues dos Santos é jornalista e escritor.

Mudou-se ainda bebé para a cidade de Tete onde permaneceu até aos noves anos, tendo convivido com a Guerra Colonial. Tal como a esmagadora maioria dos portugueses, alguns dos seus antepassados estiveram envolvidos na Primeira Guerra Mundial, na Flandres e na Guerra Colonial em África, sendo que o seu segundo romance, intitulado "A Filha do Capitão" é assumido como um tributo que lhes é prestado.

Quando veio para Portugal, os seus pais separaram-se, tendo inicialmente ido viver com a sua mãe. No entanto, as dificuldades económicas da mãe levaram-no a ir viver com o pai, em Penafiel.

Devido à difícil adaptação do pai em terras lusas, tendo este partido para Macau, que José Rodrigues dos Santos teve o seu primeiro contacto com a comunicação social, tendo participado na elaboração de um jornal escolar, que despertou o interesse dos responsáveis da rádio local e levou José Rodrigues dos Santos a ser entrevistado por uma jornalista que acabara de chegar a Macau: Judite de Sousa, hoje outra jornalista bem conhecida do público.

Foi em 1981, aos 17 anos, que o José Rodrigues dos Santos se iniciou verdadeiramente no jornalismo, ao serviço da Rádio Macau.

Após cerca de dois anos ao serviço da Rádio Macau, em 1983, regressa a Portugal para frequentar o curso de Comunicação Social na Universidade Nova de Lisboa. Quando terminou o curso, José Rodrigues dos Santos candidatou-se a um estágio na BBC, televisão pública britânica, tendo a resposta sido positiva.

Sem qualquer tipo de financiamento, aplicou então a herança do pai em três meses de experiência profissional em Inglaterra. De regresso a Portugal, José Rodrigues dos Santos recebe duas distinções: o Prémio Ensaio do Clube Português de Imprensa (1986) e o Prémio de Mérito Académico do American Club of Lisbon (1987).

Com estes dois 'prémios', José Rodrigues dos Santos foi convidado pela BBC World Sevice a trabalhar em Londres, onde ficou durante três anos, até 1990. Da BBC, o jornalista veio outra fez para Portugal onde começou a trabalhar na RTP a apresentar o noticiário "24 Horas".

Em 16 de Janeiro de 1991, data em que as forças coligadas de 28 países liderados pelos Estados Unidos dão início ao bombardeamento aéreo a Bagdad, no Iraque, José Rodrigues dos Santos foi o protagonista de uma maratona televisiva de cerca de 10 horas, tornando-se assim no jornalista mais conhecido da televisão pública.

Foi também em 1991 que José Rodrigues dos Santos passou do "24 Horas" para a condução do principal bloco informativo da RTP, o "Telejornal".

Para além do seu percurso na BBC e na RTP, entre os anos de 1993 e 2002, José Rodrigues dos Santos foi colaborador permanente da CNN (Cable News Network), a cadeira norte-americana de informação em contínuo.

Doutorado em Ciências da Comunicação, com uma tese sobre reportagem de guerra, para além da sua carreia como jornalista, José Rodrigues dos Santos também é escritor e professor na Universidade Nova de Lisboa.

Actualmente na RTP, José Rodrigues dos Santos continua a apresentar em conjunto com João Adelino Faria o "Telejornal" e o programa de analise e debate "360º". Para além da apresentação do bloco informativo, o jornalista fez outros programas como por exemplo o "Conversas com Escritores".

José Rodrigues dos Santos é ainda um dos jornalistas portugueses mais premiados e, aos prémios já referidos em cima, já foi premiado duas vezes pelo Clube Português de Imprensa e ainda recebeu três prémios da CNN: o Best News Breaking Story of the Year (1994), pela história "Huambo Battle" relacionada com a Guerra de Angola, o Best News Story of the Year for the Sunday (1998), pela reportagem "Albania Bunkers", e o Contributor Achivement Award (2000), pelo conjunto do seu trabalho.

Além destes prémios, José Rodrigues dos Santos foi considerado em 2012 e 2013 pelos leitores como Romancista de Confiança.

Na área da escrita, José Rodrigues dos Santos já escreveu vários livros, sendo hoje um dos escritores portugueses contemporâneos a alcançar maior número de edições com livros que venderam mais de 100 mil exemplares cada, tendo até ao final de 2012 publicado quatro ensaios e dez romances.

Estreou-se com o romance "A Ilha das Trevas" que no ano de 2007 foi reeditado pela Gradiva, actual editora.

Em 2005, José Rodrigues dos Santos estabeleceu um acordo com uma das principais editoras a operar nos Estados Unidos, a Harper Collins, com o objectivo de lançar naquele país o livro "O Codex 632".

Foi no ano de 2007 que "O Codex 632" apresentou na Book Fair America o livro, tendo este sido um dos principais lançamentos daquela editora, estando à venda na Barnes & Noble e na Borders, as duas principais livrarias dos EUA.

O jornalista conseguiu ainda outro acordo, obtido pelo autor e pela Gradiva, com o Gotham Group, uma empresa de Los Angeles ligada às principais produtoras de Hollywood, tal como a Paramount 20th Century FOX ou a Universal Studios, com o objectivo de adaptar o seu livro ao cinema.

A acontecer a adaptação de "O Codex 632" para o cinema, José Rodrigues dos Santos será o segundo autor português, a seguir a José Saramago com o "Ensaio sobre a Cegueira", a ver uma obra ser transposta para o cinema pelos estúdios de Hollywood.

Às obras "Ilha das Trevas" e "O Codex 632", José Rodrigues dos Santos já publicou as obras "A Filha do Capitão" (2004), "A Fórmula de Deus" (2006), "O Sétimo Selo" (2007), "A Vida num Sopro (2008), "Fúria Divina" (2009), "O Anjo Branco" (2010), "O Último Segredo" (2011) e "A Mão do Diabo" (2012).

José Rodrigues dos Santos tem ainda publicado os ensaios "Comunicação, Difusão Cultural", "Crónicas de Guerra I - Da Crimeia a Dachau", "Crónicas de Guerra II - De Saigão a Bagdade" e "A Verdade da Guerra".

A nível pessoal, José Rodrigues dos Santos casou, em 1988, com Florbela Cardoso, tendo duas filhas: Catarina Cardoso Rodrigues dos Santos e Inês Cardoso Rodrigues dos Santos.

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